segunda-feira, 23 de maio de 2016

Os Lusíadas


Foi publicado em 1572, durante o Renascimento em Portugal. Eneida, de Virgílio, que narra a fundação de Roma e outros feitos heróicos de Enéias, e a Odisséia, de Homero, que conta as aventuras de Ulisses, certamente foram as maiores influências de Camões. Em dez cantos, subdivididos em estrofes de oito versos, Os Lusíadas conta as viagens dos portugueses por 'mares nunca dantes navegados'. Uma das características da épica é a narração de episódios históricos ou lendários de heróis que possuem qualidade superior. 

EM CÂMERA LENTA

As proporções dessa obra e a linguagem arcaica podem, inicialmente, afastar o leitor de hoje. As principais dificuldades encontradas na leitura são os termos antigos utilizados, a sintaxe inacabada e o grande número de informações mitológicas e históricas. Ainda assim é possível compreender os principais elementos, já que o poema épico tem como finalidade narrar a própria história, ou feitos heroicos que estão no terreno da mitologia. As descrições são muito detalhados, abrangendo todos os detalhes da paisagem, as cenas de batalha e as roupas dos guerreiros. A épica, como gênero, é diferente da tragédia. Na tragédia – como na de Édipo –, o personagem principal envolve-se em uma trama que ele acabará morto. O espectador assiste, aflito, ao trágico encontro do protagonista com seu destino inevitável e cruel: Édipo fura os próprios olhos, perambulando sem destino. No gênero épico, o 'elemento de tensão' desaparece e dá lugar ao 'elemento retardador'. Os personagens épicos não têm um desenvolvimento psicológico elaborado, seguem suas características básicas, que não mudam no decorrer da história. A épica deve ser lida de maneira tranqüila e minuciosa, como uma aventura que se passa em câmera lenta. 

FORMA

Camões utilizou somente versos decassílabos, ou seja, de dez sílabas métricas. Esse tipo de verso era conhecido como 'medida nova' e foi levado da Itália para Portugal por Sá de Miranda, em 1527, fato que marca o início do classicismo português. O primeiro verso rima com o terceiro e o quinto; o segundo verso rima com o quarto e o sexto; e o sétimo e o oitavo rimam entre si (o que é representado pelo esquema ABABABCC). Essas estrofes são chamadas de oitava-rima. O poeta ainda inseriu na obra diversas rimas internas, o que causa efeitos de assonância (sonoridade das vogais) e aliteração (sonoridade das consoantes). 

ESTRUTURA

Assim como a Odisséia, de Homero, o poema de Camões é composto de cinco partes: Proposição, Invocação, Dedicatória, Narração e Epílogo. Na Proposição — que aparece no Canto I, da primeira à terceira estrofe —, o autor nos apresenta o tema de seu poema: a viagem de Vasco da Gama às Índias e as glórias do povo português, comandado por seus reis, que espalharam a fé cristã pelo mundo. 
A segunda parte – também no Canto I, quarta e quinta estrofes – consiste na invocação das musas do rio Tejo, as Tágides. Essa é mais uma indicação de que Camões retirou seu modelo da cultura greco-latina.

Para os gregos, o poeta era um instrumento de uma força superior. Na Dedicatória — encontrada no Canto I, da estrofe 6 à 17 —, o poeta, após inúmeros elogios, dedica a obra ao rei dom Sebastião, a quem confia a continuação das glórias e conquistas que serão narradas em seguida. Na Narração, o poema propriamente se desenvolve — do Canto I, estrofe 18, ao Canto X, estrofe 144. Nela, é contada a navegação de Vasco da Gama às Índias e as glórias da história heróica de Portugal. O Epílogo – Canto X, estrofes 145 a 156 – consiste num lamento do poeta, que, ao deparar com a dura realidade do reino português, já não vê muitas glórias no futuro de seu povo e se ressente de que sua “voz enrouquecida” não seja escutada com mais atenção. 

ENREDO

A narração de Os Lusíadas começa in media res – ou seja, em plena ação – no caminho, prática comum na literatura épica, quando os portugueses já deixaram sua terra natal e se encontram ancorados em Melinde, cidade situada no oceano Índico. Enquanto isso, os deuses fazem uma primeira reunião para decidir o destino dos navegantes. Baco se opõe ao feito, que diminuirá sua glória como senhor do Oriente. No entanto, Vênus, deusa do amor, e Marte, deus da guerra, colocam-se a favor dos portugueses. Júpiter concorda com os dois. Mercúrio, o mensageiro, é enviado para garantir que o povo selvagem de Melinde seja hospitaleiro com os portugueses.

O capitão do navio, Vasco da Gama, narra ao rei de Melinde a história de Portugal, em que se inserem as figuras de grandes heróis da história portuguesa e os episódios de Inês de Castro, do Velho do Restelo e do Gigante Adamastor. A caravela continua sua viagem, atravessando o oceano Índico. Nessa parte da trajetória, um dos tripulantes, o marinheiro Veloso, narra a seus companheiros o episódio dos Doze de Inglaterra, espécie de novela de cavalaria em que doze cavaleiros portugueses vão à Inglaterra para defender a honra de damas que haviam sido ofendidas por doze cavaleiros ingleses. Após uma luta sangrenta, os heróis lusitanos vencem os ingleses, aos quais sobra a morte ou a vergonha da derrota. Ao mesmo tempo, o deus dos oceanos, Netuno, recebe a visita de Baco, que o convence a aliar-se contra os portugueses, argumentando que depois daquela viagem os homens iriam perder o temor dos mares. Toda a força dos ventos invocados por Netuno atinge a embarcação de Vasco da Gama. Sob a proteção de Vênus e das Nereidas, as ninfas marinhas, os portugueses sobrevivem, mas seu navio sofre inúmeras avarias, chegando a Calecute, na Índia, graças a correntes marítimas invocadas em seu auxílio, uma vez que o mastro da embarcação estava partido.

Em Calecute, os portugueses são envolvidos em mais uma trama de Baco, que havia induzido o Samorim (líder local) a separar Vasco da Gama de seus companheiros e prendê-lo. O capitão consegue escapar mediante o pagamento de suborno, o que vale uma crítica do narrador à corrupção dos homens pelo dinheiro.

A última aventura dos argonautas portugueses é sua visita à Ilha dos Amores, já no retorno a Portugal. Vênus prepara maravilhosas surpresas para os visitantes. Na ilha, estão ninfas que foram flechadas por cupido. Ao avistarem os navegantes, elas imediatamente ficam apaixonadas. Começa, então, uma verdadeira perseguição erótica, em que são exaltadas as qualidades do amante português. Depois de um banquete no qual todos ouvem previsões sobre o futuro de cada um, a deusa Vênus mostra a Vasco da Gama uma esfera, mágica e perfeita: a maravilhosa Máquina do Mundo.

Após a volta tranqüila dos aventureiros a Portugal, o poeta termina seu livro em tom de lamento. Queixa-se de que sua opinião não seja levada em conta pela 'gente surda e endurecida' e oferece ao rei dom Sebastião uma solução para impedir a decadência do Império: uma grande empresa em direção ao Oriente, buscando a salvação de muitos infiéis e resgatando a glória do heróico povo português. 

TRÊS EPISÓDIOS

Existem três episódios em Os Lusíadas que merecem destaque por sua importância: o de Inês de Castro, o do Velho do Restelo e o do Gigante Adamastor.

O episódio de Inês de Castro aparece no Canto III, durante o relato de Vasco da Gama ao governante de Melinde. Trata-se da história do amor proibido de Inês, dama de companhia da rainha, pelo príncipe dom Pedro. Ao saber do envolvimento do príncipe com ela e preocupado com a ameaça política oferecida por Inês, que tinha parentesco com a nobreza de Castela, o rei dom Afonso manda executar a jovem. O rei percebe então que o amor de Inês por seu filho era sincero e decide mantê-la viva, mas o povo, representando o interesse do Estado, o obriga a executar a moça. Dom Pedro, ausente do reino na ocasião do assassinato, inicia depois uma vingança sangrenta contra os executores e coroa o cadáver de Inês, aquela “que depois de ser morta foi rainha”.

O relato sobre o Velho do Restelo encontra-se no Canto IV. Na praia lisboeta de Restelo, um velho profere um discurso poderoso contra as empresas marítimas de Portugal, que ele considera uma ofensa aos princípios cristãos, uma vez que a busca de fama e glória em terras distantes contraria a vida de privações pregada pela doutrina católica.

O episódio do Gigante Adamastor figura no Canto V. Ele aparece quando Vasco da Gama e sua tripulação se dirigem ao Cabo das Tormentas, ou Cabo da Boa Esperança, personificado pela figura de Adamastor. Esse gigante da mitologia grega se apaixonara pela ninfa Tétis, que o rejeitara. 
Peleu, o marido de Tétis, transformou então o gigante em pedra. Mais uma história de Camões em que o amor, 'áspero e tirano', causa o infortúnio a quem se deixa levar por ele.





Classicismo





Também conhecido como Quinhentismo (século XV), é o nome dado ao período literário que surgiu na época do Renascimento (Europa, séc. XV a XVI), que teve grandes transformações culturais, políticas e econômicas. 


Dentre os vários foram os fatores que levaram a tais transformações estão: 



• A crise religiosa, era a época da Reforma Protestante, liderada por Lutero;



• As grandes navegações, quando o homem foi além dos limites da sua terra;



• Invenção da imprensa que contribuiu para a divulgação das obras de vários autores gregos e latinos (cultura clássica), além de proporcionar mais conhecimento para o povo.



Nesta mesma época o antropocentrismo atingiu a sua plenitude, quando o homem que passou a ser evidenciado, e não mais Deus. Tinha inspiração do mundo greco-romano (Antiguidade Clássica), afinal estes também eram antropocêntricos.



PRINCIPAIS AUTORES E SUAS OBRAS


Escreveu poesias (líricas e épicas) e peças teatrais, porém sua obra mais conhecida e consagrada é a epopéia “Os Lusíadas”, considerada uma obra-prima.

“Os Lusíadas” é dividida em dez partes (cantos) com 8.816 versos distribuídos em 1.120 estrofes e narra a viagem de Vasco da Gama às Índias, enfatizando alguns momentos importantes da história de Portugal.

Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro e Antonio Ferreira foram outros autores do classicismo, mas que não tiveram tanto destaque quanto Camões. 

CARACTERÍSTICAS

• Racionalismo: A razão predomina sobre o sentimento, a expressão dos sentimentos era controlada pela razão;

• Universalismo: Os assuntos pessoais ficaram de lado e as verdades universais, de preocupação universal, passaram a ser privilegiadas;

• Perfeição formal: Métrica, rima e correção gramatical passam a ser motivo de atenção e preocupação;

• Presença da mitologia greco-latina;

• Humanismo: Os dogmas da Igreja são extintos pelo homem e a preocupação com si próprio aumenta, assim como a valorização da sua vida aqui na Terra e a sua capacidade de produzir e conquistar. Ainda assim, a religiosidade não desapareceu por completo.

O Classicismo terminou em 1580, com a passagem de Portugal ao domínio espanhol e também com a morte de Camões.



segunda-feira, 28 de março de 2016

PROJETO APS O CLASSICISMO PORTUGUÊS E OS LUSÍADAS

               UNIP
UNIVERSIDADE PAULISTA

 CAMILA ZACH
FERNANDO TERRA
 MARCOS OLIVEIRA
FLAVIA GOMES
RAPHAELA 




O CLASSICISMO PORTUGUÊS E OS LUSÍADAS






Trabalho apresentado como exigência parcial para obtenção de nota, sob solicitação e orientação da Professora Lígia Menna à disciplina da Literatura Portuguesa do curso de Letras do Campos Vergueiro.
                                                                         blog.letras2015@gmail.com





                                        

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................3
2 OBJETIVOS.....................................................................................................3
3 JUSTIFICATIVA..............................................................................................3
4 METODOLOGIA.............................................................................................4
5.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................4



1. INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo apresentar para os estudantes de Língua Portuguesa e de outros cursos, aspectos relevantes do movimento literário da Literatura Portuguesa ao Classicismo que inicia em Portugal no ano de 1527 e termina em 1580 com a morte de Camões e coincidentemente o início da União Ibérica, surgindo a nova escola do Barroco. O marco inicial do classicismo foi à volta de Francisco Sá de Miranda a Portugal, após passar seis anos na Itália, introduzindo assim, novos conceitos de arte e um novo ideal de poesia adotando assim a medida nova como o verso decassílabo na composição poética do soneto (dois quartetos e dois tercetos).
O renascimento português encontra sua máxima expressão do movimento Classicista em Luiz Vaz de Camões destacando assim a obra Os Lusíadas

2. OBJETIVO
          Que os alunos consigam identificar os fatores que proporcionaram o novo pensamento do mundo inspirados na cultura dos gregos e romanos, dessa forma surgi o Renascimento no século XIV ao XVI na Itália, levar ao aluno o estudo e reflexão do movimento Classicista em Portugal proposto pelo poeta Sá de Miranda e o grande autor do movimento Luis Vaz de Camões em especial sua maior obra poética épica “Os Lusíadas” e entender a estrutura da obra no seu aspecto referente aos cantos, estrofes, versos e a sonoridade da rima camoniana.

3.  JUSTIFICATIVA
                    As razões que motivaram esse projeto é a relevância do estudo do movimento literário do Classicismo que contribuiu na mudança e na forma de ver o mundo, resgatando assim a cultura dos gregos e romanos colocando o homem no centro do mundo capaz de modificar sua vida na suas qualidades e diferenças que foram esquecidos na Idade Média.

                   
4. METODOLOGIA
                    A metodologia no ensino será perguntar aos alunos o que é “ser clássico” e depois o que é “Classicismo”.
                    Diante das informações ouvidas e discutidas em sala de aula o professor deverá levá-los à sala de informática para ver se utilizam corretamente a pesquisa do que é “ser clássico” o que foi o movimento literário do classicismo português e a obra literária “os Lusíadas” de Camões, acessando os sites (www.infoescola.com/literatura/classicismo) e (www.google. com.br)
                    Após as pesquisas deveram imprimir os temas e em grupo deveram discutir o assunto entre eles e posteriormente entre os grupos.

                   
5.  REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em: http://www.abnt.org.br/.
MENNA, Lígia. Material distribuído em sala de aula, Classicismo, Os Lusíadas, 2016.
Disponível em http://letrasclassicismo.blogspot.com.br
Disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br

blog.letras2015@gmail.com




            


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Wendell Roncoleta        RA:c5464j-3

Gerativismo

Chomsky afirma que o componente criativo da linguagem, indica um papel muito importante nos processos mentais, e que são inerentes à nossa espécie. A natureza da linguagem é, assim, relacionada à estrutura biológica humana, e a teoria linguística passa a ter o objetivo de explicar o funcionamento de um órgão mental particular responsável pelo funcionamento da linguagem humana. O papel do estímulo externo fica restrito à função de ativar o funcionamento desse órgão mental, ou seja, é através dessa experiência do individuo e o contato constante com a língua da comunidade em que esse indivíduo nasceu, ou seja, a experiência estimula a faculdade da linguagem, já prevista na estrutura biológica humana, a criar uma gramática que, respeitando seus princípios básicos, gera frases com prosperidade formais e semânticas.

Organizando Temos:

Input = Fragmento De Linguagem.
Input------------>Dispositivo De Aquisição Da Linguagem------------->Output.

A gramaticalidade de uma enunciação se origina de um julgamento intuitivo, partilhado pelos falantes nativos de um idioma, de que uma enunciação está bem formulada.

Exemplo de sentenças agramaticais no português, porém gramaticais em outros idiomas:
(*) – “Eu espero que você isso tenha feito.” (Falante nativo do Holandês)
(*) – “O que carro você comprou?” (Falante nativo do Alemão)
(*) – “Vocês recebem revistas frescas do estrangeiro.” (Falante nativo do Grego)



Em suma, o falante possui um conjunto muito abstrato e amplo de princípios que limitam as propriedades de sua língua e parâmetros que, ao serem fixados pela exposição aos dados, configuram o estado final das regras combinatórias do sistema linguístico adquirido.

Assim temos princípios e parâmetros.
Princípios:
- Invariáveis.
- Existem em todas as línguas (como o conceito de sujeito).
Parâmetros:
- Variáveis.
- Específico de uma língua. (conceito de sujeito nulo, que existe em algumas línguas).

PLANO DE AULA
ASSUNTO: Gerativismo


OBJETIVOS 
GERAL
Explicar os conceitos de Gerativismo.
ESPECÍFICOS
Fazer com que os alunos entendam  com clareza o gerativismo de CHOSMKI



RECURSOS METODOLÒGICOS

- Esta aula irá ser dedicada, exclusivamente, à explicar o conceito de gerativismo usando a leitura do texto base.
- Trabalhar com os exemplos do texto base
- elecionar exemplos do texto base, da sofisticação que as crianças possuem em formar sentenças complexas, sem antes mesmo de terem ido a escola.
  


MATERIAL DE AULA 

Texto base: NEGRAO, E.; SCHER,A & VIOTTI, E “ A competência linguística” IN:Fiorin, J.L Introdução à Linguística I. Objetos teóricos. São Paulo : Contexto, 2011



AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Exercícios sobre o texto base.
Pedir aos alunos para dar exemplos:
- Frase gramaticais e agramaticais do português.
- primeiras frases que as crianças começam a falar e os primeiros surgimentos de sintaxe


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Flávia Guimarães dos Santos Gomes.   RA: C639BE-2


Resenha do tema: Língua versus Fala

Língua versus fala é um dos conceitos definidos por Saussure no seu estudo a respeito da dicotomia.
A dicotomia consiste em definir um objeto de estudo em relação a outro.
Há quatro dicotomias no estudo do Saussure:
·       Sincronia versus Diacronia
·       Língua versus Fala
·       Significante versus Significado
·       Paradigma versus Sintagma

Saussure foi o grande nome da linguística e desenvolveu a teoria do ESTRUTURALISMO. Nasceu em 26 de novembro de 1857 em Genebra, Suíça, morreu em 22 de fevereiro de 1913. Sua experiência acadêmica sobre linguística sendo utilizado o método comparativo no estudo da língua- mãe (latim) e a sua mudança no tempo, surgindo as línguas filhas, como: o português, o francês, o espanhol ,o italiana, todas com base no latim.
De acordo com Saussure a dicotomia língua versus fala é pertinente à medida que os fatos de língua podem ser estudados separadamente dos fatos de fala. Saussure não deixa de considerar, também, as interferências entre os dois tipos de fatos. Para ele, uma mudança no sistema pode advir de fatos de fala (como as mudanças de produção dos sons que ocorrem na fala e alteram o sistema fônico. São pertinentes para o estudo do sistema da língua quando interferem diretamente nas relações internas entre seus elementos sistematizados.

Um signo linguístico é uma relação entre um conceito e uma imagem acústica. Uma ideia, um pensamento que serve para interpretar o mundo. A língua antes de tudo, é um “sistema de signos correspondentes a ideias distintas”. Saussure disse que “a língua é um sistema de signos que exprimem ideias”.

Uma imagem acústica é a uma impressão psíquica de cada uma sequência articulada de sons. O significa e o significante são duas faces do signo linguístico.
Portanto, se a língua é um sistema de signos em que um signo se define pelo conjunto,  compreendemos então que não só os signos se definem uns em relação aos outros, mas também os elementos que compõem os significantes, isto é, os sons, bem como os significados.
PLANO DE AULA
Dados da Apresentação
Alunos: Fernando, Marcos, Camila, Flavia, Mateus, Carlos Eduardo, Wendell
Disciplina: Linguística Geral
Série: 2° Semestre – Licenciatura de Letras
Horas: 50min
Assunto
Língua X Fala na perspectiva Saussureana
Definição de Língua: é um sistema linguístico arbitrado e imposto coletivamente por uma sociedade linguística
Definição de Fala: é um ato do indivíduo que vai se utilizar desse sistema linguístico.
Objetivo
Que o aluno entenda o conceito e saiba usa-lo de forma ágil e pratica em seu dia a dia, podendo transmitir para os demais em sua volta .
Recursos Metodológicos
Analisar em diversos ambientes (em casa, na rua e através de filmes) a maneira da fala, escrita e trejeitos para comparar e (provar) como é na pratica, influenciando o aluno a interagir e questionar a si mesmo.
Material de Aula
-Filmes, documentários
- Exercícios em sala para a reflexão.
Avaliação
-Participação dos alunos em sala, com perguntas sobre o tema abordado
-Atividades como uma dinâmica com perguntas e respostas.